“Quero mostrar que tenho talento”: Júlia Palha mostra-se agradecida com “A Serra”, da SIC

É a nova menina bonita da SIC e estreia-se hoje como protagonista em “A Serra”, da SIC. Numa conversa aberta com Júlia Pinheiro, a atriz falou da vida pessoal e profissional.

22 Fev 2021 | 19:30
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Júlia Palha é a protagonista de “A Serra”, a nova novela da SIC, que estreia esta segunda-feira, dia 22 de fevereiro. Por isso mesmo foi a convidada de destaque do programa vespertino da estação de Paço de Arcos, “Júlia”.

Numa longa conversa sobre a vida pessoal e profissional da jovem de 22 anos, Júlia Pinheiro quis saber mais sobre a “Fátima” desta produção. “A sua simplicidade não faz dela uma pessoa simples. Ela traz-nos uma protagonista boazinha (…) ela tem imensa garra, ninguém lhe pisa os pés e eu acho que é isso que é tão giro e tão desafiante nesta Fátima”, começa por contar Júlia, que tem como principal rival na trama, Sofia Alves.

A novela, passada na Serra da Estrela, vai mostrar “coisas que nunca vimos”. “Aprendi a fazer farinha, queijo e tive formação de pastoreiro”, desvenda a atriz, que andou com cabras e ovelhas para se preparar para este papel.

“Gravo 30 cenas por dia”

Começou a trabalhar como modelo, mas a paixão pela arte de representar falou mais alto.

Entrou em vários projetos, até que, o papel de protagonista chegou. “É uma responsabilidade porque foi toda uma mudança e uma aposta do canal, que eu agradeço muito e que eu quero mostrar que estou aqui e que tenho talento”, assegura a jovem, que n “‘A Serra”, chega a gravar “30 cenas por dia”.

Tem como objetivo ir “estudar para fora”, mas a pandemia obrigou-a a adiar o objetivo de ir até Londres, Inglaterra, apostar na formação. “De uma coisa tenho a certeza. Posso não ser, nem de perto nem de longe, boa ainda, mas aprendi muito nesta escola que são as telenovelas”, garante.

“Estou a ter um crescimento muito gradual. Vou negar que somos novos e queremos logo uma protagonista? Não posso negar, mas se está a acontecer agora… se tudo está a ter um seguimento, é porque tinha que ser”, diz.

O impacto da fama

Júlia Palha tem 22 anos e uma das atrizes mais reconhecidas da sua geração. O cabelo claro e os olhos azuis, fazem com que seja, muitas vezes, apontada como sendo apenas “um cara bonita” da televisão, pondo-se em causa o talento. A jovem emociona-se a falar sobre o tema. “Quando ouves essas coisas, acabas por pôr em questão. Diretamente ninguém diz nada. Há muito esse preconceito e estigma”, revela.

E magoa? “Magoa, sim. E é por isso que estou tão ansiosa por este projeto, porque eu dei tanto de mim  (…) se agora disserem que eu não tenho talento, eu aceito. Mas até lá não deveria aceitar”, dispara.

Complexos com o corpo

A Fátima d’ “A Serra”, nunca escondeu que teve complexos com o corpo. “Foi uma passagem de miúda para mulher muito rápida”, afinca. Júlia é uma mulher voluptuosa e que nem sempre viveu à vontade com o facto de ter um peito grande. “Durante muito tempo escondi, só usava roupas largas. Ainda hoje em dia, se calhar, não visto roupa que saiba que vai favorecer o meu corpo. Não quero que olhem para isso, não quero ser isso. Não quero ser só isso”, alerta.

“Quando me apareceu muito peito muito rápido, queria tirar. Odiava. Achava desconfortável, acima de tudo. Hoje em dia não ponho nada em questão”, assegura, embora diga que “tem os seus dias”.

Atriz viveu relação tóxica

Júlia Palha revelou ter vivido uma relação tóxica. E desvenda que “muitas miúdas” lhe escrevem por situações pelas quais a atriz passou.

“Quando não identificas os sinais, já é tarde. Entras numas fases em que não queres ver certas coisas, mas quando já estás nelas, não tens culpa nenhuma. Não tens culpa nenhuma de não quereres sair. É preciso uma coragem enorme. Foi o que aconteceu. E quando fiquei bem resolvida, encontrei alguém que me  completou-me e me fez bem”, realça.

Os meus pais foram muito crescidos e muito bons pais

Júlia não esconde que teve “uma infância feliz”. Com apenas “oito anos”, os pais separaram-se e o facto de cada um ter seguido o seu caminho, não causou “susto” e diferença na vida de Júlia e dos irmãos. “Foi simples. Os meus pais foram muito crescidos e muito bons pais. Sempre fizeram questão de dizer que já não gostavam um do outro, mas eram muito amigos”, recorda.

“Sempre foi uma guarda partilhada muito justa. Metade da semana num e metade da semana noutro. Nem sequer era só aos fins de semana. Estavam sempre muito presentes em tudo e ainda hoje em dia se falam muito bem. Têm três filhos em comum e não dá para não falar”, finaliza com um sorriso.

Texto: Andreia Costinha de Miranda; Fotos: Reprodução Instagram

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