Protesto na TVI vai mesmo avançar após reunião sem acordo com administração

Os trabalhadores da TVI estiveram esta tarde reunidos com Luís Cabral, CEO da Media Capital. O objetivo era ver atendida a reivindicação da reposição do cartão de oferta, o que não aconteceu.

13 Dez 2019 | 17:28
As instalações da TVI, em Queluz de Baixo
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Na próxima semana, os trabalhadores da TVI vão mesmo interromper o trabalho e protestar em frente à sede da empresa, em Queluz de Baixo. Isto porque na tarde desta sexta-feira, 13 de dezembro, a reunião com Luís Cabral, CEO do grupo Media Capital, não produziu qualquer acordo.

Embora a ameaça de pré-greve tenha sido posta de parte, o protesto vai mesmo avançar. As reclamações dos trabalhadores da TVI resultaram num abaixo-assinado subscrito por 200 pessoas. Numa altura em que o fecho do negócio Cofina / TVI se aproxima a passos largos, os colaboradores da estação de Queluz de Baixo queixam-se de precariedade e estagnação salarial.

Este protesto começou com o cancelamento do corte dos cartões de oferta no valor de 150 euros aos funcionários com salários brutos acima dos 1000 euros (mais 25 euros aos que têm filhos), decisão essa anunciada pelo departamento dos Recursos Humanos. Nessa mensagem, a que a TV 7 Dias teve acesso, foi ainda comunicado que este ano não haverá a tradicional reunião natalícia de colaboradores.

A falta de meios e recursos humanos, numa fase em que se avizinham mais remodelações e despedimentos, também são motivos que fizeram com que os funcionários avançassem com o protesto. «Sabemos da particular fase que a empresa atravessa e, por isso mesmo, demos o nosso melhor durante todo o ano. Nunca como agora foi pedido tanto a tão poucos e nós não falhámos», pode ler-se na missiva enviada à administração esta semana. O protesto abrange também as condições precárias e os pedidos de aumentos salariais.

«Os cartões de Natal são apenas uma pequena fatia das nossas reivindicações. Há anos que nos prometem um justo modelo de carreiras. O fim dos contratos externos e precários. Aumentos salariais dignos. Temos adiado formas de protesto mais evidentes devido a uma disponibilidade para negociar. Conseguimos pouco, mas conseguimos algo», escrevem ainda os funcionários da TVI.

 

Texto: Raquel Costa e Tânia Pereira Dias | Fotos: Arquivo Impala

 

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